segunda-feira, 17 de abril de 2017

Romance Dolorosa Paixão na Amazon.Kindler

Olá!

Finalmente o meu livro está na Amazon, aquele primeiro livro que um dia escrevi num blog chamado: http://dolorouspassion.blogspot.com.br/ no ano de 2012 ou 2013.
Agora, depois de tanto tempo resolvi coloca-lo nessa nova plataforma que vem mexendo com o mundo literário de forma muito positiva.
Pode ser que o meu livro agrade ou não os leitores. Até mesmo acredito que com os anos eu tenha mudado um pouco a minha forma de escrever romances.

Mas chega de tanta explicação e vamos ao livro! 

A Capa


Capa feita pelo capista: Vagner Penna

O Enredo 

Conta a história de uma jovem mulher que lutava para sobreviver no meio de um caos familiar. Victória Thomas era uma mulher simples e com gostos simples, que tinha conseguido um bom emprego em uma grande empresa. Até que por ironia do destino, o seu meio-irmão aparece para atormenta-la e causando novos transtornos a sua vida.
É quando ela retira uma quantia um pouco alta em um dos computadores da empresa onde trabalhava um pouco mais de oito meses, após esse ato de se apropriar de algo indevido e que poderia leva-la para atrás das grades é então que o se chefe, filho do dono da empresa, começa o seu jogo.
David R. Boss é perdidamente apaixonado por Victória, sua secretaria. E, quando soube do desfalque não apenas acobertou, como também invadiu a vida da jovem que ele tanto queria desvendar o seus segredos.
E quando descobre sente-se totalmente perdido...
Esse romance é um adorável passatempo, contado de forma um pouco apaixonante ou até autoritária mas que a intenção é mostrar que a redenção e o amor sempre ganha. Ou não? 
Da mesma autora do livro Um Amor de Aluguel, agora ela apresenta os seus primeiros personagens criados num blog anos atrás, David e Victória foram baseados entretanto casais tipicamente criados nos romances de variadas épocas.
A velha e sempre atual história do chefe e a secretária nos tempos modernos literários.
Boa leitura. 


Bom, é um clichê com muito drama e levemente com cenas sensuais.
Acho que esse livro é o mais quente que escrevi até hoje rs
O preço dele está super acessível então recomendo que se delicie com o chefe David e sua secretária Victória.
Será que foi amor a primeira vista ou desejo de denominar aflorou ao longo dos dias?

Então convido a todos para descobrir a verdade.

Amazon kindler : https://www.amazon.com.br/dp/B06Y1QFBLS 


Até a próxima! 



terça-feira, 14 de março de 2017

Panela de Pressão

Panela de pressão
 
Quem tem medo da panela de pressão quando está em erupção?
Eu, você, a vizinha, uma tia e também a inimiga. Todas com medo da explosão da panela de pressão.
Pensando assim por alto, o que aconteceu para ela explodir?
É quando a válvula de segurança falha e explode



Buuuummmm! 

E tudo vai para o ares, a panela fica ali toda amarrotada e a comida que estava dentro vira um grande lamaçal. Incrível!
Quero dizer que horrível! Medo! Um verdadeiro terror!
Agora, já pararam para pensar que a nossas vidas as vezes pode ser uma panela de pressão?
Vamos observar!

A panela é a vida
O fogo é o dia a dia
O alimento são os problemas (ou sentimentos)
A água é o equilíbrio
O vapor fica ali marinando os problemas (ou sentimentos)
A válvula com o pino são os alertas (que são os risos, os choros dependendo do Estado de espirito)
E a aquela outra válvula de segurança é o que seria a Paciência.

Então imagine tudo aquilo borbulhando e nunca evapora do modo correto, pois a onda é muito forte que chegará em algum momento, algum grau ou temperatura que quando você perceber .... 
Explodiu!
No caso da panela o que resta é colocar todos em segurança, limpar a sujeira, jogar o que não serve fora e refazer tudo de novo.

Na vida temos que tomar cuidado com a nossa panela de pressão, pois nem sempre a paciência nos espera ou mede quem está em volta.





*o texto é meramente fictício, caso aconteça algum incomodo para aqueles que leem esse blog. 




c Roberta Del Carlo c  

quarta-feira, 1 de março de 2017

Conto : O último baile na Ilha

*Esse conto é fictício, apesar do evento ser verdadeiro os fatos não são reais. 😊😉 

— Um baile?
— Sim senhora e não se fala em outra coisa na cidade.
— Que despautério – reclamou a mulher que agitava o leque num vai-e-vem insistente para sanar o calor daquela manhã — E o meu convite?
A pobre serviçal e portadora dos mexericos, ficou um tanto sem jeito, quando a patroa reclamou dos seus direitos, afinal quando o seu falecido marido serviu a monarquia bravamente nas expedições, a mulher era sempre convidada para participar dos jantares e passeios ao lado da realeza. E agora estava esquecida.
Clarice Montenegro, ou melhor a Madame Clarice foi casada com um dos generais do Rei mas esse perdeu a vida no mar em uma das expedições, segundo os comentários o navio afundou mas ainda quem diga que o homem com um grupo de marinheiros, levou a fortuna para bem longe dali e viviam com uma nova identidade.
Madame Clarice logo tratou de contar a grande trajetória do marido nos jornais, contando que o homem era um homem bom, fiel e cumpridor dos seus deveres e que morreu defendendo a sua pátria.
Ela queria acreditar nisso já que o Imperador também não culpou ninguém pela perda e sim as causas da natureza.
Mas, a vida da madame ficou monótona demais já que não era mais convidada para nada ainda mais na Ilha Fiscal, que era um grande cartão postal da cidade do Rio. 
E quando a sua serviçal chegou com tal novidade, achou melhor agir.
O baile aconteceria no dia nove de novembro, o ano era mil oitocentos oitenta e nove e a política sempre regeu os grandes acontecimentos desse país e aquele baile com toda certeza seria para anunciar algo novo, inquietante e surpreendente- assim pensou Madame Clarice.
A mulher então escolheu uma das suas melhores vestes, pingou algumas gotas do seu melhor perfume que já estava no fim e tinha sido presente do falecido marido. A viúva sentia falta do marido ainda mais dos presentes que agora começava a faltar.
O seu destino era fazer uma visita ao Barão de Sampaio Viana, que era o organizador de todo aquele evento a pedido do Visconde. Só que Madame Clarice não foi recebida, afinal os convites estavam sendo entregues mas nenhum dos dois mil convites tinham chegado no casebre de Madame Montenegro.
A mulher ficou furiosa, mesmo com um sorriso amável e uma educação exemplar só que não deixou por menos e antes de partir, dilacerou.
— O Imperador deveria saber como os seus homens articulam por suas costas.
— A Madame está nervosa e é compreensível – disse o secretário do Barão, que apenas olhava a mulher que tinha sido esquecida pela atual sociedade daquela cidade — Pedimos desculpas pelo o atraso do convite, é que essa festa é para a cidade senhora mas acontecerá outros e não esqueceremos do seu nome e prestigio.
— Esse será o último baile da Ilha- rebateu Madame Montenegro — E fico mais ofendida em acreditar que meu marido faleceu no mar por nada.
— O que está insinuando senhora? - Perguntou Barão com um olhar severo.
— Eu estou indo agora comprar o melhor vestido e terei o meu baile. Adeus!
A mulher deixou o gabinete pisando duro e com o olhos fixos para a saída.
— Pobre viúva...- disse o homem mais jovem
— Ela vai piorar quando souber o que vem por ai...- Falou Barão com semblante agora mais calmo — E vou pedir para que esqueça a visita dessa mulher aqui no dia de hoje, tanto você e os demais que trabalham aqui. O marido dela foi de grande serventia por um tempo e depois desse baile uma nova história vai ser escrita nessas terras e pessoas como a madame vai ter que aceitar.


 ♛♛♛♛♛♛


Madame Montenegro pegou uma gorda quantia de suas economias e comprou o vestido mais lindo da loja que era situada na rua do Ouvidor. O vestido era um vermelho escuro de chamalote de veludo, os sapatos de camurça mandou fazer na rua do Carmo e ainda pagou uma alta nota para ser feita com perfeição e rapidez e dessa vez usaria as joias que ganhou do marido quando completaram dez anos de casamento, um conjunto de rubis.
Madame apenas pensava “dois mil convites espalhados nessa cidade e nenhum para minha pessoa, mas ainda sim serei a mulher mais bonita desse baile, mesmo nesse calor que queima até mesmo na penumbra”
O dia do baile.
Ainda não tinha chegado a noite e os primeiros convidados começavam a chegar, por terra e embarcações. Homens e mulheres com seus melhores trajes, garbosos e sorridentes e tudo ali em volta era observado por madame que foi esquecida até mesmo por suas amigas do Reino. Ela pensou em pedir para o Imperador mas achou melhor não, afinal ela não era próxima e sim o seu falecido marido.
A noite chegou e assim dava para enxergar a belíssima iluminação da ilha Fiscal. E apesar do número de convidados ser abrangentes ainda sim ficou pessoas importantes do lado de fora, em seus barcos com suas famílias apenas observando as pessoas dançarem, beberem e escutando a seletiva canções para a tal festa. 
Madame Clarice estava só andando nas ruas de pedras, levando a sua melhor bebida de sua casa e uma taça de cristal. E com passos lentos, degustava sozinha a sua bebida e escutando de longe a agitação da festa, lembrando como era divertido e como gostava de dançar com seu amado e falecido marido.
Quando estava perto da praia, ainda só e terminando o liquido doce, ouviu alguém chamar o seu nome.
Clarice olhou alarmada em volta, dando se conta que estava um pouco longe de casa e só e com belas joias.
—Não se assuste sou eu. Aqui!
A mulher assustada, deixou a garrafa cair no chão e começou a correr, só que foi em vão, os sapatos novos logo se desprenderam de um dos seus pés fazendo com que a mulher caísse na areia fofa e uma mão forte a dominou.
— Não! Por favor! Não faça nada comigo! Leve as joias...leve!
— As joias que eu lhe dei?
Os olhos de Madame não acreditavam no que avistava. Primeiro o terror, em seguida a surpresa e depois a felicidade.
— Você...
— Achou que eu a deixaria morrer de exaustão nessas terras que mais parece o Saara minha senhora?
— Montenegro achei que tivesse...Eu e a cidade inteira...
— Não me chamo mais Montenegro. Agora sou Martins Correia e sou dono de uma vinícola no sul de Portugal, lá eu que mando.
— Já faz três anos...
— E o meu amor por ti nunca apagou e Tu?
— Sinto tanto a sua falta...
— Então vamos embora e tem que ser agora, antes que o baile acabe.
— Espere! Como assim? E o Imperador e o seu acidente no mar...
— Um dia explicarei minha Clarice e vamos porque amanhã o Imperador será deposto do cargo, a monarquia chegou ao fim.
— Que história é essa marido?
— Não temos tempo. Vamos partir agora.
Clarice seguiu Montenegro que agora era Martins Correia para o porto e sem alardes entraram em um barco de sete velas e logo deixaram o Rio de Janeiro e muitas horas mais tarde, chegariam a Portugal. Lá viveriam como reis, só que clandestinamente e presentes é que nunca mais faltaria para Clarice que agora tinha o seu marido para todo sempre.
O todo sempre...
Quando foi no dia seguinte encontraram um dos sapatos de madame Montenegro na areia da praia e uma garrafa. Logo a notícia foi espalhada. A madame não aguentou a golpe e se suicidou no mar carioca, sendo uma vítima do Reino assim como seu marido. 

                                                                            ♤


c Roberta Del Carlo c  


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Conto: Bubu



O amigo secreto de gelo

Bubu, o amigo imaginário.

Era mês de dezembro e a família estava bem agitada e feliz, assim, que chegaram a Bariloche para passarem as festas do fim de ano e a única coisa que a família pensava era em sair logo para, esquiar.
O único que não estava tão animado era o menino Juninho, o caçula. Apesar dos esforços da mãe e das irmãs para que o menino fosse para todos os lugares, o menino ainda queria ficar no quarto do hotel, tomando chocolate quente e fazer as estripulias que quisesse como pular a vontade na cama de casal e ter o controle da TV apenas para si.
As horas foi passando e o menino foi cansando de ficar ali, só, e começou a sentir falta das irmãs e da mãe que agora estavam no restaurante do hotel. Só que Juninho menino valente não contou que sentiu saudades quando a mãe ligou para o quarto do hotel, avisando que elas estavam ali e que era pra ele descer.
Juninho disse que era grande e que se cuidava sozinho, a mãe no telefone respondeu que estava tudo bem, mas só sossegou mesmo quando uma das filhas foi até o quarto e foi ver como o menino estava. A menina disse que ele estava quietinho, olhando a neve cair.
O que a menina não viu foi que Juninho estava olhando para um boneco de neve que estava lá fora.
O boneco branco era redondo com uma cartola de lado e um nariz engraçado.
-Hein! Você ai na janela!
Juninho escutou e logo olhou para os lados, procurando quem o chamava no quarto.
-Aqui fora, sou eu...olha aqui— E voz continuou chamando.
Juninho que nada encontrou ali no quarto, olhou de novo para a janela e viu o boneco e pode ouvi-lo.
-Sou eu Juninho. Aqui fora.
Juninho surpreso, ficou estático por alguns segundos e logo enfrentou o susto.
-Como você sabe o meu nome?
O boneco respondeu com ar de sabido.
-Eu ouvi sua mãe te chamar, oras...Pensou que eu fosse um adivinho é?
-E o que você quer? — Juninho estava ainda desconfiado, pensou que poderia ser alguma pegadinha das irmãs.
- Eu queria brincar — respondeu o boneco — Vamos?
Juninho riu.
-Mas deixa de ser bobo, você nem sai do lugar.
-Quem disse que não posso? - desafiou o boneco -Eu queria jogar bola, vamos?
-Acho melhor não— Respondeu o menino ainda desconfiado.
-Vamos Juninho, eu posso sair daqui na hora que eu quiser.
Juninho riu alto e respondeu
-Essa eu quero ver...Vai, desfila ai pra eu ver ...- e caiu na risada.
O boneco um pouco envergonhado disse:
-É agora não posso...
-Tá vendo! Eu sabia!
-Mas, é porque não estou com o meu cachecol mágico.
Quando Juninho ouviu a palavra “mágico”, foi então que parou e ficou vidrado na janela.
-Você disse mágico? Você tem um cachecol mágico! Como assim...
-Sim, eu tenho e foi minha bisavó que fez.
-E onde está o seu cachecol? — Agora Juninho ficou curioso.
-Está caindo ali...o vento levou. É por isso que tenho que ficar aqui.
-E você quer que eu pegue pra você? Eu nem sei o seu nome.
O boneco esperançoso, respondeu
-Eu me chamo Bubu.
-Bubu! - exclamou Juninho que ficou ali pensando em como chegar até lá embaixo — Olha, Bubu a minha mãe não pode saber que sai do quarto, eu posso me perder por ai...
-Oras, mas eu não deixo isso acontecer.
Juninho pensou, pensou e saiu da janela.
Bubu, viu o menino se afastar e perdeu as esperanças. Lá ele ficaria a noite toda, sozinho, sem brincar e sem o seu cachecol laranja.
Quando então, Juninho chegou trazendo uma bola azul e o velho cachecol laranja que estava mesmo caído a poucos metros do boneco de neve.
-Juninho! Você veio me ajudar!- O boneco ficou feliz.
-Aqui está o seu cachecol e a bola pra gente brincar.
-Muito obrigado meu amiguinho.
-Mas, quem tirou o seu cachecol?
-Dessa vez foi o vento que levou mas, as crianças sempre tira e jogam por ai.
-E você não fala nada?
-Elas não me escutam... Só as crianças de bom coração.
- E eu tenho bom coração Bubu?
-Tem sim meu amiguinho. E ai vamos brincar?
Bubu deu alguns passos e deu um chute na bola que foi na direção de Juninho que ficou surpreso e respondeu o movimento.
E ali na neve, agora com seus devidos agasalhos, ficaram brincando de futebol por um bom tempo.
Bubu ainda contou historias daquela cidade e da sua família, a família de Neves das Neves e que o seu ultimo amigo, foi uma menina e que ele brincou de boneca e tomou chá.
Juninho riu e achou engraçado, o seu amigo imaginário ter brincado com uma boneca.
Depois de tanto brincar, era hora de entrar já que sua mãe e irmãs estavam voltando para o quarto.
Bubu sempre esperto, levantou o menino até o alto da janela do quarto e o colocou lá dentro.
-Pronto amiguinho.
-Adeus Bubu. Amanhã eu vou embora.
-E quando você volta para Bariloche Juninho?
-Eu não sei. Ainda sou pequeno e não posso viajar de avião sozinho...
-E eu não posso ir até Santos senão eu derreto todinho, eu sou um menino de neve...
-Mas eu volto Bubu — prometeu Juninho — Vou pedir para a minha mãe me trazer aqui e então vamos brincar bastante!
- Fechado.
Bubu e Juninho apertaram as mãos.
Quando um barulho na porta, fizeram eles correrem.
-Elas voltaram!
-Preciso ir embora. Adeus Juninho e obrigado por me ajudar. Olha lá na porta.
Juninho olhou para a porta fechada, e quando olhou de volta, o seu amigo Bubu tinha sumido.
O menino foi até a janela e não viu mais o boneco, mas viu as pegadas do amigo na neve fofa. E riu.
-Juninho! Ainda acordado?
O menino agora mais animado e cheio de energias, pulou nos braços da mãe e a abraçou.
-Eu gostei da viagem mãe.
-Só agora que você me diz isso...e nem quis sair para fazer novos amigos.
-Ué, quem disse que eu não fiz amigos aqui— e o menino riu, divertido.
E na manhã seguinte, enquanto a mãe de Juninho arrumava as malas, viu um cachecol laranja, mas quando ia perguntar de quem era, logo pensou que fosse uma das filhas que comprou para o caçula da família e guardou na mala.
Juninho antes de partir, olhou na janela e viu o seu amigo Bubu parado no mesmo lugar que na noite passada. Com um novo cachecol de cor laranja.
-Adeus Bubu— disse o menino antes de partir.
-Adeus menino Juninho e seja um bom garoto.
-Eu vou demorar pra voltar aqui, você vai esquecer de mim?
-Eu nunca me esqueço dos meus amigos.
-Promete Bubu?
-Prometo.
O boneco ficou ali por um bom tempo.
E Juninho nunca mais se esqueceu do seu amiguinho imaginário chamado Bubu Neves das Neves e cumpriu o que prometeu ao seu amigo e foi um bom menino.

Fim







c Roberta Del Carlo c 

domingo, 29 de janeiro de 2017

Romance novo no Wattpad

Olá!


Depois de um bom tempo sem postar nada na plataforma chamada Wattpad, agora estou voltando com um romance que estou cruzado os dedos, para apaixonar e emocionar os leitores!
Quer uma dose?

 Uma Adorável Impostora - Romance de Roberta Del Carlo
5 de janeiro.
Porto de Santos- São Paulo
Tarde nublada.
A hora de encerrar a cena, sair pela porta lateral e voltar para a realidade, tinha chegado.
As lembranças ficariam eternamente gravadas em seu coração, aquele sentimento ela tinha certeza que ninguém poderia arrancar.
Enquanto se afastava, com passos ágeis mesmo com aqueles saltos, um lenço de seda cobrindo os cabelos e no rosto um grande e charmoso óculos escuros, para esconder o doce e o amargo de ter sido uma impostora nos últimos dias. Ela agora tinha que fazer a entrega.
Em suas mãos carregava uma pequena frasqueira feminina estilo vintage, que apesar do formato e do peso do couro, esse não era o seu maior peso e sim com que continha dentro.
O carro já encontrava-se em seu campo de visão e Fred já a aguardava, quando então uma voz forte, firme e recentemente familiar a fez parar no mesmo instante.
Mariah!
Ela girou o corpo e encontrou Heitor, parado e focado em sua direção com uma postura rígida e um olhar cheio de indagações. Ele segurava o guarda-chuva que um dos seus empregados tinha oferecido ao desembarcar do navio.
Heitor...
Partindo sem se despedir...
O olhar masculino analisava toda a figura feminina, que logo abriu um sorriso contido e tirou os óculos escuros.
Eu não queria incomodar... Você dormia tão tranquilamente e a nossa noite foi uma despedida maravilhosa.
Quando voltaremos a nos ver?
Ele a queria e deixou muito bem explicito.
Por sua vez, ela não deixou a emoção transparecer, não podia, não era correto.
—Eu não sei ...
Heitor não gostou daquela reposta mesmo sabendo que nada poderia ser exigido, só que a feição fechada e sisuda masculina mais uma vez se fez diante do olhar da mulher com quem passou os últimos dias.
—Vamos.Eu a levo até o carro.
Os dois caminharam lado a lado. Ela carregando a frasqueira diante do corpo, quase agarrando com medo de que algo poderia sair muito errado.
Logo,que pararam na lateral do carro preto, Heitor mantinha os dois protegidos daquela chuva que começava aumentar.
—Caso ainda estiver na cidade, gostaria de aceitasse o convite do meu avô para aquele jantar na sexta, na mansão.
—Se tudo ocorrer como o esperado, irei com todo prazer.
Heitor ainda não estava convencido, parecia até querer falar algo a mais ou ouvir.
—Foi um prazer Mariah.
E no segundo seguinte, os lábios de Heitor tocaram a maciez da boca feminina que retribuiu, sem medo e sem pressa, embalada pelo momento, por todo aquele cenário e aquela despedida.
—E foi mesmo Heitor— soprou Mariah, sem pensar quando ainda voltava a si, depois daquele beijo tão delicado e ao mesmo tempo envolvente, renascendo uma emoção que ela teria que sufocar ao longo da sua vida — Agora, eu preciso partir, tem algumas pessoas à minha espera.
E mais uma vez ela não mentia.
—Pessoas que o Fred conhece.
—Fred aprontou no passado, mas agora é um bom homem.
—Ainda não me sinto convencido. Mas, se você diz ...- respondeu num tom levemente debochado e olhou em volta demoradamente, a chuva começa a ficar mais forte e logo ele a encarou e disse — Eu também tenho que partir. Foi um prazer ter conhecido você.
Heitor abriu a porta para que ela entrasse na Land Rover.
—Até um dia Heitor Talbot.
—Até breve Mariah.
No momento que ela entrou no carro um som forte de trovão pode ter sido ouvido por todos ao longo alcance.
Heitor seguiu com aquele andar confiante e imponente, a sua bagagem já tinha sido descarregada e o seu carro já estava a sua espera.
E olhando o carro de Mariah partir, ficou tentado em seguir, mas não o fez, pois tinha novos, nobres e importantes assuntos para serem estudados e aprovados, já que era o vice –presidente da empresa da família e aquela aventura ficaria no passado. Tinha que ser assim.
Até mesmo porque ele era comprometido.
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Agora, ela estava em quase segurança, mas ainda segurava as lágrimas e o próximo destino, era a casa da Senhora Hélene Garbone.
Parabéns!
Fred que viu tudo desde o início, agora presenciava a desmoronar ali ao seu lado que ainda sim continuou com suas considerações nada acolhedora pois mesmo sem ironia, também não mostrava apoio algum.
Deveria ter sido atriz menina, teria ganhado muito dinheiro...Não chore, sua boba.
—Não sei como fui capaz. - choramingava, agora com a cabeça baixa e com o corpo dobrado, deixando assim as lagrimas rolarem — Eu nunca mais quero fazer isso...Essas pessoas...Essa viagem...tome. Fique com você.
Logo, ela passou a frasqueira para o colo de Alfred, que olhou encantado para aquele objeto. E sem mesmo abrir, disse olhando fixamente para a frasqueira.
—Eu liguei para elas e já estão nos esperando na cobertura.
—Ótimo — respondeu, assim que ergueu o tronco e limpou o rosto — Quero acabar logo com isso.
—E Mariah foi tudo perfeito. Você foi maravilhosa, deixou todos aos seus pés e ainda está com essa preciosidade.
—E o que vai ser agora Fred?
O homem de meia idade, que sempre foi um bon vivant nas melhoras épocas paulistas e também no exterior. O homem que já viu longos e curtos amores, e pessoas serem vítimas da própria sede, poderia dizer tantas coisas.
Ele não tinha raiva da moça, pelo contrário, só que as palavras não seriam nada agradáveis e ela sabia que toda aquela ilusão, já tinha acabado quando o navio fora ancorado de volta.
—Bem...você vai pegar a sua recompensa e recomeçar, coisa que eu sei que está acostumada a fazer e ...ele...vai continuar rico, vai casar com alguma moça rica que seja parente de algum investidor próximo e vão ter filhos e assim assumir a cadeira do avó e esquecer ...
—Era exatamente isso que eu precisava ouvir, serão essas palavras que eu preciso guardar de agora em diante.
A chuva aumentou, deixando assim o tráfego parado por algum tempo.
Fredericoainda cochilou no assento confortável, deixando a frasqueira de couro entre os dois, como se não tivesse ali entre eles nada mais que alguns cifrões consideráveis altos.
Maria não parava de pensar em sua vida, nas escolhas, a queda e agora em Heitor Talbot.

link do Romance:


Roberta Del Carlo




terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Um Amor de Aluguel- O livro 💚

A Capa
Olá! 💚💚💚💚

Aqui estou para falar mais uma vez do meu querido livro, amado e tão suado para publicar, aqui está ele que se chama Um amor de Aluguel.

Inspirado na musica Garoto de aluguel do cantor MPB Zé Ramalho, eu quis trazer algo novo para o meio literário, e foi graças a essa canção maravilhosa que assim nasceu Vilma e Miguel. 

Se caso não conheça a letra e a harmonia da música, não perca tempo e veja aqui: 
Link:

https://www.letras.com/ze-ramalho/66221/



Bom, mas deixa eu contar um pouco sobre o meu romance que foi lançado no final de 2015. O livro teve diversas resenhas e conheci muitos leitores e escritores, após o lançamento desse livro, que foge um pouco do que estamos habituados no meio literário nacional. Então, aqui a sinopse para vocês entenderem qual foi a minha intenção. 



"E quando a vida perde aquele brilho? Uma nova paixão pode consertar os sonhos que o destino roubou?
Vilma era uma mulher simples e de algumas batalhas conquistadas, vivia um casamento calmo e sem mais sonhos. No fundo, sentia que estava perto do fim, onde só esperava ter coragem para decidir o que fazer. Com a única filha, agora casada e grávida, ela começa se questionar o que ainda poderia acontecer na sua existência, onde estariam os sonhos deixados para trás. E, em uma noite, a sua vida simples muda completamente, quando se vê envolvida com um jovem rapaz que vive em um submundo, algo que Vilma jamais pensou que viveria. 
E você, pagaria para ter esse amor?
Miguel era um Anjo ou uma Perdição?
O jogo começou... Intenso e perigoso! Revelando fatos ocultos do passado e surpresas maldosas das pessoas a quem mais confiava"

Skoob :



Então eu conto primeiro sobre Vilma, uma mulher na beira do cinquenta anos e tem uma vida que todos podem dizer que é segura e feliz. Apesar de amar e cuidar do marido Alberto, a esposa sente que algo está faltando, ela que tanto fez por sua família, lutou a seu modo e venceu mesmo tendo um pai contra e apoiou em tudo que o marido queria e em muitos momentos fez vistas grossas para não perder o lar perfeito que tanto estava construindo. 
Vilma está prestes a ser avó, a filha é muito querida e amiga ao decorrer da historia.
E, as amigas da Vilma é um caso a parte, pois ela nunca condenou suas amigas que cada uma tem um temperamento, a mais próxima é a Lorena.
Lorena é as vezes uma boa e má amiga, que Vilma tem que saber lidar, pois muitos segredos poderiam ser revelados...
E lá tem Miguel, o garoto de programa, um rapaz que sabe seduzir e tem pequenos objetivos e um deles é quitar a divida com o misterioso Carvalho, que de quebra é amigo de longa data de Alberto e Vilma.
Será que contei demais?
Então não preciso dizer que Vilma e Miguel se envolvem e ao mesmo tempo que vivem algo que jamais pensariam em viver, ainda corriam perigo e perder tudo aquilo que suas vidas lutaram para ter e manter, que é a própria Vida.

Uma noite, uma dança e uma conversa quase sem importância mudou tudo na vida desses dois.

Vou deixar um trecho aqui para vocês: 

— Obrigado pela bebida, mas eu tenho dinheiro.
Ele estava chegando mais perto, segurando o copo e sorrindo.
— Não se preocupe, é apenas uma bebida – respondeu ela, tentando ser mais descontraída possível.
— Isso é verdade. Você não vem muito aqui, não é?
Então, ele a viu também, realmente estavam se olhando quase o tempo todo. Ela achou graça e disse:
— Não, hoje eu vim com uma amiga, e gostei do lugar, essa música mesmo é do meu tempo.
Vilma sentiu que o rapaz se aproximava um pouco mais, assim ela observava os seus olhos de um tom esverdeados, cabelos castanhos, um pouco ondulados, rosto de menino, alto, com jeito de quem malhava um pouco ou que deveria cuidar bem da saúde. Sim, muito bonito, bem vestido e perfumado.
Mais uma vez, ele abriu aquele sorriso, e sempre a fitava direto nos olhos. Em um tom divertido, falou:
— Do seu tempo? Imagina, não existe essa de tempo, nosso tempo é agora.
"Nosso tempo é agora".
— Mas, obrigado pela bebida.
— Não precisa agradecer.
— Já está indo embora?
Com certeza, ela nunca mais o veria.
— Já.
— E a sua amiga, cadê?
Era estranho ele ainda puxando conversa, mas Vilma deixou rolar.
— Sumiu, deve ter encontrado o gato que esperava e estão por aí.
— E você?
Ela quase poderia tocá-lo de tão perto que estavam.
— Eu? O que tem eu?
Vilma sorriu com a situação, pelo desafio, pela conversa boba. E pela troca de olhares.
— Cadê o seu gato?
— Eu não tenho, só fiquei pelas músicas.
Ele sorriu novamente, olhou para a pista e voltou para ela.
— Meu nome é Miguel.
Miguel...
— Prazer, Miguel. O meu é Vilma.
Eles não trocaram cumprimentos, apenas se olhavam e sorriam um para o outro.
Miguel tomou um gole da bebida.
— Obrigado novamente pelo drink, até uma próxima, Vilma.
E, assim, ele partiu. Vilma o viu se afastar, mas logo se recriminou por se sentir assim, tão triste por vê-lo partir.
A moça que a atendeu a noite inteira, antes de entregar a comanda, perguntou sem muitos rodeios:
— Não quis nada com o garotão?
— Ele é muito jovem e eu sou casada – respondeu Vilma, tentando sorrir e quase pronta para partir, mostrando a mão esquerda com a aliança.
— Mas isso não é problema para ele, não – declarou a moça. – Aquele garoto, aquela turma ali, não tem problemas com isso.
— Como assim?
— Ora, se você quiser, é só pagar. Aquele rapaz é um garoto de aluguel... Aliás, todos ali da roda são... É só fazer o preço e levar.



  Mais informações na pagina da autora.
  Exemplares para vendas também.
  livros e mais marcadores.

c Roberta Del Carlo c